As palavras possuem muito mais poder do que imaginava. A maioria desse poder vai muito além da minha compreensão, talvez. Porém, o mínimo que posso fazer é me perguntar:
Quantas vezes penso realmente no significado de uma palavra e nas consequências que ela pode causar antes de proferi-la?
Ou pelo menos, quantas vezes pelo menos busco compreender o seu sentido?
Declarações, promessas, brigas e discussões. Tudo é semeado pela palavra. Tudo consegue seu sentido nas palavras. Eu sou a palavra, você é a palavra, nós somos a palavra.
Não penso em comparação melhor para demonstrar esse poder do que a entre as palavras tchau e adeus.
Quando dizemos tchau, parece que existe a certeza que não é definitivo. É quase impossível explicar, mas sabemos que não é um ponto final, e sim uma vírgula.
Quando dizemos adeus, fica tudo diferente. Ao contrário do tchau, parece que é para sempre. Que é com certeza o ponto final, na última linha, dá última folha do caderno.
Agora, será que é possível explicar tamanha diferença na amplitude e nos efeitos de seus significados, se ambas as palavras servem para mesma finalidade?
Eu sou a palavra, você é a palavra, nós somos a palavra. Ela é forte. Pode destruir ou pode consertar a sua vida. Mas só adquire os poderes que você quiser. Você faz a sua palavra, é você quem escreve suas linhas, e depende de você que elas sejam um conto de fadas ou uma história de terror.
Acredite que tudo dará errado, e acabará acontecendo. Porém, quando tudo estiver na escuridão, diga que existe luz. Diga que irá vencer e vencerá.
Ainda não sei se compreendo ou não o poder das palavras, mas como nós fazemos o seu significado, não poderia deixar de terminar dizendo uma palavra que entrega nas mãos de quem pode um dia responder minhas perguntas...
Adeus!