Palavras aos montes, mas sem sentido, fazem você ser escutado, mas nunca ser ouvido.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Agir
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Crônica Sobre o Diálogo
Amor, amizade e paz.
Essas três palavras vagaram pela minha mente por muitos dias, como se estivessem pedindo para serem unidas. Busquei então uma conexão entre elas, algo que fosse realmente mutuo.
Nada me veio à cabeça, então pensei nessas palavras em sentidos opostos.
Ódio, inimizade e guerra.
Pouca coisa ficou clara para mim, então me esforcei e encontrei o ponto de desequilíbrio que transforma o amor em ódio, a amizade em inimizade e a paz em guerra.
Tudo tem sua explicação no diálogo. Ou melhor, na falta dele.
Um grande amor começa na troca carinhosa e gentil de palavras e experiências, mas também termina quando o marido cansado do trabalho chega em casa e não conversa com sua esposa. Termina quando essa esposa magoada com a situação, sofre calada. Termine pela falta de coragem de falar de ambos, até que tudo se torna insustentável.
A inimizade surge de uma grande amizade, até que um belo dia surge uma discordância, e quando os dois lados não querem ceder, o impasse determina o fim de tudo.
Uma guerra começa quando duas partes são incapazes de conversar, e só terminha quando surge alguém com coragem de dizer “cansei”. Afinal as guerras passam e os problemas continuam. Então elas voltam e continuarão voltando enquanto não surgir alguém para dizer “cansei” antes de o sangue ser derramado.
Não é nenhuma novidade falar sobre diálogo. O tempo passa, e parece que é inversamente proporcional a capacidade da humanidade dialogar. O tempo passa, o orgulho cresce, as pessoas se afastam e vivem cada vez mais em sua própria ilha. Tudo pela falta de conversa. Pela falta de coragem de falar. Porquê ninguém nunca diz “cansei”.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Viva!
Abra seu coração
Liberte sua emoção
Nada do que aconteceu ou vai acontecer
Vai tirar o que é seu
Faça valer a pena sua vida
Deixe que o tempo cuide das feridas
Se perca num amor, esqueça toda a dor
Como um botão de flor liberte sua alma
E voe aonde quer que for
Porque temer?
Se é só o amanhã
Ninguém sabe o que vai acontecer
Não faça planos
Deixe o Destino te guiar
As estrelas e o céu alcançar
Num horizonte azul bonito
Uma queda no universo infinito
Porque temer?
Se é só o amanhã
Ninguém sabe o que vai acontecer
Nunca deixe de viver
Nunca deixe de viver
E no pra sempre se perder
Reflexão sobre os relacionamentos
Dedicado à Mônica =)
Na vida, existem pessoas e pessoas.
Existem aquelas que vemos todos os dias, mas não dizemos nada além de um "bom dia!". Na maioria das vezes, não sabemos nem o nome dessas pessoas.
Existem aquelas que conhecemos, criamos afeto, mas por circunstâncias do tempo, vão embora da nossa vida para nunca mais voltarem.
O tipo amigo de "temporada" também é bem comum. É aquela pessoa que você sempre conheceu, e do "nada", se torna seu amigo inseparável. Vocês dão risada juntos. Choram juntos. Vivem juntos. Mas é aquele que aparentemente "do nada", vai saindo da sua vida. Conhece aquele ditado "tudo que vem fácil, vai fácil"? Acho que isso comprova sua verdade.
Existem também aquelas pessoas que são para sempre. Um amor, uma amizade intensa, não importa o tipo, e sim que são essas pessoas que você faz questão de que estejam presente na sua vida. São essas que te fazem sorrir, que te fazem chorar, sentir saudades, te fazem ter vontade de lutar. Te fazem viver.
Na minha, vida existem todas essas pessoas. E existe você. Se me pedissem para encaixar você em algum desses grupos, diria que é o último. Mas como não pediram, prefiro criar um grupo só seu. Eu vejo você muito menos do que gostaria, mas mesmo assim me sinto mais perto e mais conectado com você do que com pessoas que eu vejo todo dia. Não me peça para explicar. Nem tudo precisa de um porque. Essa é uma daquelas coisas que merecem apenas serem ditas.
Acho que se até agora ela não nos venceu, a distância não consegue mais. Bom, quem sabe eu não tenha encontrado um grupo em que você possa se encaixar: aqueles em que a distância entre as pessoas é menor que o tamanho do afeto.
Na tal...
Na tal data, que o dia seja iluminado
Na tal data, que celebremos o amor
Na tal data, que perdoemos
Na tal data, que sejamos perdoados
Na tal data, que não haja espaço para discórdia
Na tal data, que a saudade dê uma trégua
Na tal data, que atitudes sirvam de exemplo
Na tal data, que todos sejam felizes com quem amam
Na tal data, resgatemos a essência de ser humano
Bem que poderia ser natal todo dia.
A Palavra
As palavras possuem muito mais poder do que imaginava. A maioria desse poder vai muito além da minha compreensão, talvez. Porém, o mínimo que posso fazer é me perguntar:
Quantas vezes penso realmente no significado de uma palavra e nas consequências que ela pode causar antes de proferi-la?
Ou pelo menos, quantas vezes pelo menos busco compreender o seu sentido?
Declarações, promessas, brigas e discussões. Tudo é semeado pela palavra. Tudo consegue seu sentido nas palavras. Eu sou a palavra, você é a palavra, nós somos a palavra.
Não penso em comparação melhor para demonstrar esse poder do que a entre as palavras tchau e adeus.
Quando dizemos tchau, parece que existe a certeza que não é definitivo. É quase impossível explicar, mas sabemos que não é um ponto final, e sim uma vírgula.
Quando dizemos adeus, fica tudo diferente. Ao contrário do tchau, parece que é para sempre. Que é com certeza o ponto final, na última linha, dá última folha do caderno.
Agora, será que é possível explicar tamanha diferença na amplitude e nos efeitos de seus significados, se ambas as palavras servem para mesma finalidade?
Eu sou a palavra, você é a palavra, nós somos a palavra. Ela é forte. Pode destruir ou pode consertar a sua vida. Mas só adquire os poderes que você quiser. Você faz a sua palavra, é você quem escreve suas linhas, e depende de você que elas sejam um conto de fadas ou uma história de terror.
Acredite que tudo dará errado, e acabará acontecendo. Porém, quando tudo estiver na escuridão, diga que existe luz. Diga que irá vencer e vencerá.
Ainda não sei se compreendo ou não o poder das palavras, mas como nós fazemos o seu significado, não poderia deixar de terminar dizendo uma palavra que entrega nas mãos de quem pode um dia responder minhas perguntas...
Adeus!
Por que eu escrevo?
Recentemente parei para pensar. Pensar no que eu escrevo. Por que eu escrevo?
Essa última pergunta me deixou em busca de uma resposta que provavelmente não encontrarei. Só sei que escrevo. Afinal, se soubesse o porquê, não precisava versar para explicar. Afinal, são as perguntas que movem a mente. Com as respostas, não há motivo para questionar. Talvez essa última pergunta não deva mesmo ser respondida. Talvez ela mesma seja a resposta. Não sei. Só sei que escrevo.
Parei também para pensar no que me inspira. Nada veio à minha mente como resposta.
Então, caminhei até a praia.
Se o mar não me inspirar, o que será?
Olhei as ondas, rebusquei o oceano, pisei na areia. Deixei a mente livre. Como se estivesse vazio, comecei a respirar. Deixei o som do vento ao relento soar. Fechei os olhos e repeti o mesmo ritual.
Abri os olhos esperando que as respostas estivessem na minha cabeça. Nada feito. Novamente as dúvidas e maremotos de pensamento tomaram conta de mim, como se estivessem pedindo para que eu os desse voz.
Enfim, entendi a mensagem que as águas tinham para me passar. Assim como o mar, tenho ondas, tenho tempestades e tenho calmarias. Assim como o mar, posso ser belo e posso machucar. E assim como o mar usa a areia para registrar sua presença, uso o papel para registrar minha vivência.
Ao que tudo indica, encontrei a finalidade para minha missão. Mas voltemos à pergunta inicial:
Por que eu escrevo?
Acho que não há resposta melhor do que não sei.
Só sei que escrevo!