Recentemente parei para pensar. Pensar no que eu escrevo. Por que eu escrevo?
Essa última pergunta me deixou em busca de uma resposta que provavelmente não encontrarei. Só sei que escrevo. Afinal, se soubesse o porquê, não precisava versar para explicar. Afinal, são as perguntas que movem a mente. Com as respostas, não há motivo para questionar. Talvez essa última pergunta não deva mesmo ser respondida. Talvez ela mesma seja a resposta. Não sei. Só sei que escrevo.
Parei também para pensar no que me inspira. Nada veio à minha mente como resposta.
Então, caminhei até a praia.
Se o mar não me inspirar, o que será?
Olhei as ondas, rebusquei o oceano, pisei na areia. Deixei a mente livre. Como se estivesse vazio, comecei a respirar. Deixei o som do vento ao relento soar. Fechei os olhos e repeti o mesmo ritual.
Abri os olhos esperando que as respostas estivessem na minha cabeça. Nada feito. Novamente as dúvidas e maremotos de pensamento tomaram conta de mim, como se estivessem pedindo para que eu os desse voz.
Enfim, entendi a mensagem que as águas tinham para me passar. Assim como o mar, tenho ondas, tenho tempestades e tenho calmarias. Assim como o mar, posso ser belo e posso machucar. E assim como o mar usa a areia para registrar sua presença, uso o papel para registrar minha vivência.
Ao que tudo indica, encontrei a finalidade para minha missão. Mas voltemos à pergunta inicial:
Por que eu escrevo?
Acho que não há resposta melhor do que não sei.
Só sei que escrevo!
Se eu tivesse toda essa habilidade na escrita, acho que faria de tudo pra me tornar uma escritora. *-*
ResponderExcluirVocê tem muito talento, K-io.
Tem que investir nisso.
Não ha melhor coisa que fazer algo que tenha prazer e ainda por cima ser bom nisso.
Continue escrevendo. Não vai fazer bem apenas pra você, mas pra quem lê, assim como me fez.
*;
abgs, Môni